Sexta-feira, 9 de Novembro de 2007

Vergonhoso: professores das AEC não recebem

As Actividades de Enriquecimento Curricular (AEC), há quem as designe de Actividades de Empobrecimento Curricular, nasceram algo tortas e, como diz a sábia voz do povo, «aquilo que nasce torto, tarde ou mal se endireita».
Não querendo tomar a parte pelo todo, não me atrevo, para já, a juntar-me ao exército, que tem visto as suas fileiras engrossarem, daqueles que diabolizam as AEC. Apesar de não ser novidade para ninguém que me conheça que não concordo com o modelo adoptado nem com os objectivos (se é que estes existem) que estas se propões alcançar. Todavia, posso afirmar, convictamente, que este modelo contribui para o empobrecimento dos professores envolvidos no projecto.
A trabalharem desde Setembro sem receberem um cêntimo pelos seus serviços é absolutamente inaceitável. Não esqueçamos que estes profissionais trabalham a «Recibo Verde», portanto há uma boa parte do ano em que não recebem coisa alguma. Isto já é preocupante. Pensar que estas pessoas desde Julho que não auferem qualquer vencimento suscita-me algumas questões: Quem paga a renda / prestação da casa? Quem paga a alimentação? Quem paga a água, a luz, o telefone? Como é que se vive assim? Não esqueçamos que muitos têm que se deslocar em transporte próprio para a (s) escola (s) onde leccionam. Não sei se esta situação se está a passar em todo o país. Em Viseu esta é uma realidade dramática. Parece que os vencimentos estão a ser processados…estavam…estarão…Ninguém sabe ao certo.
O que sei é que há gente a vivenciar situações dramáticas. Um amigo disse-me que não sabe se o dinheiro que ainda lhe resta será suficiente para o combustível que lhe permita deslocar-se às várias escolas em que trabalha. Aqui está outra aberração: contratam imensa gente e depois atribuem apenas 12 horas a cada professor, horas distribuídas por distintos locais, obrigando a várias deslocações diárias.
Se não expusesse esta situação vergonhosa e lamentável hoje, tenho a sensação de que nem dormiria em paz. Outros há que estão, dado o adiantado da hora, tranquilamente a sonhar com a cabeça na almofada. Enquanto isso, muitos fazem das tripas o coração, encetando majestosos malabarismos, para fazerem face às necessidades básicas do quotidiano.
Que vergonha!!!

80 comentários:

quintarantino disse...

Amigo Carreira, mas quem lhes paga? O Ministério ou as autarquias?

Carreira disse...

Pelo que sei, nesta situação específica é a autarquia que procede aos pagamentos.
Abraço.

Peter disse...

Solidarizo-me convosco e referi-me ao assunto (sem identificar o blog, nem o autor) num comentário ao "Recortes de jornais 4" publicado no n/blog.

SILÊNCIO CULPADO disse...

É revoltante, indigno e tudo o mais que se possa dizer. Sugiro que se faça alguma coisa de mais agressivo. Por exemplo: pôr esta notícia, em simultâneo, em vários blogues. O que dizes? Disponibilizo-me para os contactos.

Carreira disse...

Aceito o desafio lançado pelo Silêncio Culpado.
Excelente ideia.
Juntos teremos muito mais força.

SILÊNCIO CULPADO disse...

OK. Copiamos o post? Vou pedir a outros blogues mas levo o texto e deixo aqui a relação dos aderentes.Tá?

Carreira disse...

Para mim está tudo bem.

SILÊNCIO CULPADO disse...

OK. Já fiz uma ronda por vários blogues muitos deles de professores. Deixei no comentário o pedido. Aogora vou postar no Silêncio.

Carreira disse...

EXCELENTE!
De facto, dinamismo é com o «Silêncio Culpado»!

Laurentina disse...

Caro colega blogueiro , como sou professora e recebi o recado através da "silêncio culpado" , vim cá dizer que estou presente.
Já estava solidária com a questão ,,,mas acho bem a denuncia .
Estou aí .
Como não sei fazer essa coisa do link direcionado , vou copiar o texto e dar-lhe o devido crédito .
Se por ventura achar errada a forma avise-me por favor .
Sim é a autarquia que paga esses salarios .
Enfim é o país que continuamos a deixar viver!!!

Bem Haja
Beijão grande

martelo disse...

aqui vai mais uma cópia.

Palavras ao vento disse...

O país em que vivemos...
Solidária com todos os que são professores!

Bom fim de semana.

Abraço


Maria

7 Pecados Mortais disse...

Revoltante é o mínimo que se pode dizer...O que se diria se fosse no máximo? Abraços.

artimanha disse...

Até que enfim que começo a ouvir protestos contra as ditas actividades.)

Concordo plenamente. É uma vergonha!
Reina a insanidade neste Ministério da Educação. princialmente para o Ensino Artístico.
Citando especificamento o caso do ensino da música, não há duvida que o plano está bem engendrado:
1. criam-se actividades de "empobrecimento curricular" facultativas da disciplina de "música"
2. publica-se um decreto-lei que permite a contratação de "professores" sem habilitações académicas. Baratinhos como convém
3. encomenda-se um relatório de avaliação do ensino artístico a "cientistas da educação" que nada percebem sobre a matéria - excluindo-se os artistas
4. o relatório admite a fecho de conservatórios publicos (6 em todo o país) tornado-os exclusivamente para o ensino de crianças que querem seguir a via profissionalizante. (Aos dez anos acho pouco provável que se tenha uma ideia definida da carreira profissional a seguir.)
5. admitem a possibilidade de acabar com os parcos subsídios a escolas particulares de ensino especializado de música (cerca de 90 em todo o país).

E isto tudo porquê? O ministério responde: para “democratizar” o ensino, e porque nas escolas de ensino genérico foram criadas as ditas actividades "empobrecimento curricular" que substituem bem o papel que os conservatórios têm exercido nos últimos anos para aqueles que não pretendem seguir carreira.
Está tudo maluco!
É uma vergonha!

Jorge Ferro Rosa disse...

Interessante o que por aqui se diz! Ainda bem que não sou só eu a sentir tudo isto. Quantos não sentem e calam fundo as suas revoltas, essas raivas que matam? Quantos? Também me encontro nessa classe de professores e sei dar valor a tudo isso. Não inventem mais situações para desmotivar os professores, especialmente os contratados. O Zé povinho não sabe da missa à metade! É bom que possa ir percebendo o que se passa, contudo a verdadeira realidade não passa cá para fora, é destorcida, claro porque convém. Não ficaria bem estar a falar mal do ensino, por isso deve calar-se a boca e viver-se com horários incompletos, trabalhando sem ser renumerado, tantas horas que se passa na escola, e isso ninguém vê isso e como não bastasse, ainda se inventaram as horas de apoio, as aulas de substituição, os pólos e as supervenientes. Boa?
Gente que é deslocada de uma ponta do país para outra, eu fui exemplo o ano passado, Lisboa para o Porto. E agora? Este ano… em casa à espera de horário. Sim, porque ir trabalhar com horário de 12h não dá para viver. Pois quem paga as despesas fixas? Quem? Esquecem isso? Será que os professores andam motivados? Não acredito. Não será anti-pedagógico as tais ditas turmas com 30 alunos? Será que os alunos podem assim ter um maior apoio por parte dos professores? E o cansaço não conta? Rentabilidade? Onde? É um faz de conta! Pois é, parece que dizer as verdades não convém, e quando se diz, ainda esses mesmos ficam com cara de enjoados, mal dispostos, olha, como se eu me governasse com esses enjoos. Por mim, à vontade, força e depois podem ter uma boa indigestão que também não me importo.
Agora veio a moda os professores titulares? Bem, aos poucos e poucos surge o policiamento de uns profes para com outros… sim, onde está a dúvida? Mas afinal o que é que chega ao Ministério? Tudo menos a realidade. É por isso que a senhora Ministra vai para a televisão a dizer que as escolas estão a funcionar muito bem. Claro, não ia dizer que não estava bem; claro que tem de manter a sua imagem! A mentira como desconhecimento de causa também por vezes dá muito jeito. Não é?
Enfim… histórias e desabafos, não as deixo de fazer e se não o fizesse, escrevendo pelos meus blogs, certamente estava internado. Escrever é uma forma de terapia.
Essa de Actividades de Enriquecimento Curricular é o máximo! Onde está esse enriquecimento curricular? É mas é um empobrecimento de espírito. Coitados dos encarregados de educação, esses sim, precisam ser esclarecidos. Olha, sabes, aconselho a ler o livro “A Pedagogia da Avestruz”, da Gradiva, é indispensável. Verdade mesmo.
Gostei imenso do escrito e dou os meus parabéns. Assim é que se fala. A Educação quando mal orientada conduz ao terrorismo, à revolta… será que não estamos a criar condições para tal? Pois que se pense bem. Tantos professores desempregados! Isto é um desplante, mesmo uma aberração, mas professores que já leccionava à vários nos, olha, como eu e que gosta do que faz. Depois conto-te o resto… acaso exista oportunidade ou disposição para tal.

Com um abraço do
Jorge Ferro Rosa

TIMOR disse...

Concordo em absoluto com o autor do artigo. Há na verdade situações muito comploicadas na classe docente e mesmo aqueles que ainda têm trabalho (por quanto tempo?...) dão à escola o que têm e não têm, sacrificando a família e o (pouco) tempo de lazer (que já não têm). Dizer que a classe é hoje uma classe acomodada é na verdade injusto, revoltante e acima de tudo falso.O professor , além do trabalho que faz na escola (que é muito) não tem fins de semana e na maioria das vezes ainda leva trabalho para ser feito depois de um dia inteiro passado na escola.São dezenas de horas semanais passados à volta de um computador, a preparar aulas, a arranjar estratégias que colmatem as falhas dos alunos,a elaborar fichas e testes de avaliação, a corrigir testes... fora o trabalho administrativo que hoje é também exigido que os professores façam!
E o que sobra? Provavelmente o tempo para dormir, extenuados após um dia de imenso trabalho...
É esta a vida de um professor hoje, muitas vezes sem saber o dia de amanhã e sabendo que, mesmo com uma licenciatura na mão, pode não ser líquido que tenha o vencimento mensal a que tem direito.
E há quem ainda nos ache párias da sociedade...

TIMOR disse...

O artigo anterior é assinado por:

Daniel Braga, professor do ensino secundário

JOY disse...

Amigo Carreira ,

Obviamento que estou solidário com os professores que estão nesta situação dai que o meu blog fazer um copy deste artigo conforme sugestão do Silêncio Culpado.

Um Abraço

JOY

M.M.MENDONÇA disse...

Em primeiro lugar cumpre-me saudar José Carreira por ter tomado a si as dores de outros profissionais da educação, revelando com esta atitude o seu grande profissionalismo e a grande pessoa que deve ser.
Também sou do ensino e também sofro as pressões e as injustiças de quem dá tudo por tudo para formar os adultos do amanhã.
Sou visitante do Silêncio Culpado e de lá vim encaminhado para o Cegueira Lusa mas, a partir de hoje voltarei aqui sempre que puder.
José Carreira, o meu grande abraço fraterno

NÓMADA disse...

Esta elevação que se vai sentindo em muitos blogues que sabem criticar, mostrar e ser amigos, está a ter expressão com o caso denunciado pelo Cegueira Lusa. Não sei em quantas autarquias se está a verificar mas há que travar um procedimento tão ignóbil. Não sei quantos mais casos há, dentro e fora do ensino, mas que este repúdio colectivo sirva de exemplo e demonstre que não estamos a dormir.

C.Coelho disse...

Passei pelo blogue Caixinha de Pregos onde me inteirei desta situação em que o que relata revela um desrespeito absoluto pelos direitos humanos. Sim, direitos humanos porque ficar numa situação, como a relatada, é ficar só com meia vida.
Congratulo-me por ver uma maior união entre as pessoas que denunciam e que se juntam para gritar.
O Sr.José Carreira é um homem justo e uma grande pessoa.
Um abraço de agradecimento.

Isabel-F. disse...

Alô Carreira,

Vou seguir o desafio lançado pela Silêncio Culpado e como estás de acordo, vou copiar este post na íntegra e colocar no meu blog.

bjs

Boris disse...

É revoltante o que se passa com estes profissionais do ensino. É revoltante que num Portugal de Abril existam situações como esta e que haja tendência para que se propaguem à velocidade da luz. Contudo muitos blogues com uma consciência cívica emocionante têm sabido dizer não e estar unidos.
Para todos vocês um bem haja e para o proprietário deste espaço, que eu admiro, um abraço muito apertado.

NINHO DE CUCO disse...

Estamos a avançar muito no que se refere ao espírito de unidade e de coesão face a ameaças constantes do poder, seja ele económico, político, da comunicação, da globalização ou de o raio que os parta. Muita gente lutou e deu a vida por condições dignificantes de trabalho e de existência. Não sei se este caso é isolado, ou se há muitos idênticos, mas isso não importa porque o que está em causa é mostrar um cartão vermelho a este tipo de actuações.

ALEX disse...

Estou e estarei sempre solidário com causas como esta. Há que pôr um travão a estas actuações desumanas que atiram para guetos de desespero pessoas que querem dar o seu melhor na educação dos jovens do futuro e viverem eles próprios uma vida condigna mediante uma remuneração minimamente digna e estável. Por isso nunca é de mais gritar e eu grito, grito com todos porque estou a ouvir outros gritos e ao ouvir outros perguntam quem grita e gritam também.
Bem haja a quem sabe ser cidadão.

contradicoes disse...

Com todo o gosto no apelo e repulsa no acontecimento vou de imediato divulgar este post. Um abraço do Raul

GIL disse...

Parabéns pela iniciativa que é uma pedrada no charco da indiferença e do egoísmo. É levantando a voz pelo companheiro caído que construímos o nosso futuro e a nossa dignidade.
José Carreira, nunca desista!

Compadre Alentejano disse...

Por solidariedade vou publicar este post no meu:
www.papaacordas.blogspot.com

é uma vergonha o que este novo Salazar está a fazer com os professores.
Um abraço
Compadre Alentejano

NINHO DE CUCO disse...

É extraordinário este grito que se vai ouvindo e que é cada vez menos egoísta e menos solitário. É imperioso que nos ergamos sempre que um companheiro cai. Só assim evitamos que outros venham a cair e, quem sabe, nós também.
Um abraço solidário.

7 Pecados Mortais disse...

Não podemos ficar calados e assim foi através do José Carreira. Em solidariedade com o mesmo e com a proposta de Silêncio Culpado, à causa me juntei. Estou desempregado, passo algumas dificuldades, mas sei ser justo (penso eu) e partilhar também a dor dos outros, pois vivo em sociedade. Não posso querer para os outros aquilo que não quero para mim, daí o meu grito de revolta, pois com dificuldades na vida somos aos milhares. Uns por infelicidade e outros por injustiças fazem com que as nossas vozes se sintam, num país com injustiças e com muita "cegueira lusa". Vivo para mim, não esquecendo o próximo, pois a amizade é o valor mais rentável que o homem tem, já o digo há muito e por muitas vezes. Abraços a todos os solidários.

joaopft disse...

A profissão de professor deve ser exercida num ambiente são, numa estrutura estável e não hierarquizada, que funcione como um grupo.

Foi assim que se pensou a reforma da gestão democrática das escolas, após o 25 de Abril, e que até deu frutos bem interessantes ao nível da gestão das escolas (por vezes em condições materiais dificílimas) e das actividades pedagógicas. Isto tudo apesar da progressiva corrosão que as estruturas do Ministério da Educação foram provocando na qualidade dos programas, planeamento da rede escolar e colocação dos professores.

Agora destroi-se tudo o que de bom foi feito, alargando-se o poder discricionário do Estado e destruindo a honra e a deontologia da profissão de professor.

Aos alunos, em todos os graus de ensino, desde o infantil até ao universitário, são servidos enlatados de conhecimento para serem absorvidos sem nenhum espírito crítico. Pretende-se criar peças de linha de montagem, não cidadãos. Será que nós, professores, iremos agora também ser uma peça neste campo de concentração a que chamam "economia global"?

Joshua disse...

Hoje, graças à denúncia do José e ao dinamismo agregador da Silêncio Culpado, sinto que a blogosfera cumpriu um bocadinho mais e melhor a sua nobre função vigilante dos poderes e de intervenção cívica activa.

As malhas do sofrimento apertam-se sobre quem já não pode. As verdades publicadas escondem outras por publicar. É preciso que nos unamos.

joshua

SILÊNCIO CULPADO disse...

José Carreira:
Já vistes o Caixinha de Pregos? Está o máximo!

SILÊNCIO CULPADO disse...

A onda de solidariedade não pára de crescer. Pode não ter toda a dimensão desejada mas é já um bom começo. O grito começa a sair em uníssono e é isso que importa. O caso em apreço é apenas o emblema de uma luta mais vasta, a luta de todos aqueles que, diariamente, lutam pela sobrevivência, num ambiente agreste, que não permite a sua dignificação através do trabalho. O caso destes professores não se confina ao caso de um autarquia do Norte, o caso destes professores é o caso de todos nós onde podemos incluir dois milhões que vegetam no limiar da pobreza, mais de meio milhão de desempregados, mais um milhão de contratos precários e recibos verdes, mais... Tantos mais.Muitos lutaram e morreram para defenderem os direitos que agora nos retiram. Não nos calemos!

SILÊNCIO CULPADO disse...

A onda de solidariedade não pára de crescer. Pode não ter toda a dimensão desejada mas é já um bom começo. O grito começa a sair em uníssono e é isso que importa. O caso em apreço é apenas o emblema de uma luta mais vasta, a luta de todos aqueles que, diariamente, lutam pela sobrevivência, num ambiente agreste, que não permite a sua dignificação através do trabalho. O caso destes professores não se confina ao caso de um autarquia do Norte, o caso destes professores é o caso de todos nós onde podemos incluir dois milhões que vegetam no limiar da pobreza, mais de meio milhão de desempregados, mais um milhão de contratos precários e recibos verdes, mais... Tantos mais.Muitos lutaram e morreram para defenderem os direitos que agora nos retiram. Não nos calemos!

PiresF disse...

Ok, postado em solidariedade.

SILÊNCIO CULPADO disse...

Carreira
Sugiro que se mantenham os posts, pelo menos até 2ª. feira. Há pessoas que foram de fim de semana.

Paula Raposo disse...

Eu estou solidária em mais uma das situações lamentáveis deste país. Como sou uma naba nisto de informática vou colocar o link deste blog num dos meus blogs (naquele onde me chamaste a atenção. Beijos,

Beezzblogger disse...

Caro amigo Carreira, já coloquei no ...beezzblog...

A questão é de extrema importância.


Saudações do Beezz

Vítor Ramalho disse...

Vou divulgar o seu poste.
Sou Presidente de uma Associação de pais, penso que os pagamentos são feitos pelas Câmaras no entanto vou saber se aqui por Cantanhede também estamos perante a mesma vergonha.

andré disse...

Mais um Blog solidário lojadomestreandre.weblog.com.pt

Paulo Sempre disse...

Que vergonha! ....sem dúvida.

Lola Chupa y Mete disse...

Claro que vamos publicar isso no "Vicentinas de Braganza".
Onde é que já se viu alguma vez uma traveca a dizer "não" a um homem como você?....

P.S. - Queria tanto que você me enriquecesse... sei lá... podia ser curricularmente... :-)

JOSÉ FARIA disse...

É realmente uma vergonga e de politica socialmente democrática e socialista, uma vergonha.
Mas o país anda a "Leste" destas coisas.
Podiam até no Ministério da Educação, classificar os professores como "Militares de educação de vários destacamentos" que ninguém queria saber.
Até porque não é o Porto que está a jogar. Nem o Benfica ou o Sporting.
Se fosse, os governantes eleitos pelo povo, até poderiam estar lá na bancada BIP, com toda a pompa e circunstãncia para as televisões os filmar e entrevistar sobre os jogos.
Ora, trata-se de evolução cultural e educativa....
Isso não pode fazer parte do plano do Governo.
Deus nos livre se o povo ganga consciência e deixa de estar distraido.
Por isso é que até a senhora do Governo da Saúde (que coisa lá poseram!?)faz de conta que não sabe ou não percebe.
Mas os professores também tem ferramente informática que chegue, para atacarem e porem os seus alinos a fazer o mesmo, com denúncias destas via e-mail para tudo quanto é sitio.
DE QUE ESTÃO À ESPERA? - dO APOIO E DA OPINIÃO DE LEIGOS, FORA DAS ESCOLAS E UNIVERSIDADES E A LESTE DESTAS QUESTÕES!?

Arrebenta disse...

Vamos a uma coisa que não precisa de interpretações.
Você sabe que o Concurso de Titulares da Sinistra Lurdes Rodrigues colocou gente com duvidosa habilitação, equivalente a um 12º Ano mal tirado, no Topo da Carreira e a custar 2000 e tal €/mês?...
Pois leia:

http://asvicentinasdebraganza.blogspot.com/2007/11/mestres-mestrandos-mestranos-amestrados.html#links

Ruvasa disse...

Viva, José!

Fazendo uma pausa num desligar destas coisas da política, que tenho vindo a assumir no blog, por ter concluído que, neste país sem vergonha na cara, em que os políticos são os mais deslavados de todos, ganhando por goleada, desta vez vou publicar o seu post no meu blog, sugestão que me foi dada pelo "Silêncio Culpado".

Esperemos que a pouca-vergonha faça um intervalo...

Abraço

Ruben

O Viriato disse...

Vou copiar o texto e postá-lo no meu blog: www.arguidocastrense.blogspot.com
é um dever de cidadania DENUNCIAR este vil e monstruoso atropelo à dignidade de um segmento de compatriotas - os professores, assim como todos os agenttes do sistema de ensino - que labutam nestas dificuldades enquanto o F.P. do primeiro ministro festeja com champanhe tratados palacianos.

Força professores das AEC

Cati disse...

Não recebi o recado do Silêncio Culpado... mas de qualquer forma descobri que alguém, finalmente, descobriu e denunciou miséria que é a minha vida profissional nos últimos 3 anos. Obrigada. Juntar-me-ei, obviamente, ao movimento, na esperança que a situação se altere de maneira a que eu e os meus colegas em igual situação tenhamos um pouco mais de dignidade profissional.

Um enorme BEM HAJA!

Paulo disse...

Já lá tenho um link para aqui. UM abraço e boa sorte.

aminhapele disse...

Título e texto publicado no PEDECABRA.
Oxalá resulte.
Um abraço.

Maria, Flor de Lotus disse...

Através do site oficial do Provedor de Justiça ( http://www.provedor-jus.pt ) estas situações podem ser objecto de denúncia fácil, mesmo através da internet.
Parece também que assistirá legitimidade activa aos sindicatos para em representação dos seus associados lesados proporem em competente Tribunal Administrativo competente acções para reconhecimento de direito e eventual responsabilização civil do Estado.
Restam ainda as petições , designadamente à AR que procurem galvanizar as " oposições" para o debate e proposta de soluções.
Ainda a divulgação pela Imprensa.
É importante canalizar a indignação dos cidadãos " de boa vontade" para quem pode emprender as soluções de que essas pessoas tanto necessitam.
Saudações solidárias.
Maria

SILÊNCIO CULPADO disse...

Carreira
Face à adesão, que tem sido muito significativa,penso que seria de fazeres um post com o endereço de todos os blogues que participaram o que demonstra a justeza da nossa solidariedade. Também, no mesmo post, conviria transcrever alguns dos comentários mais significativos como da Laurentina (no blogue dela), da Sílvia Madureira, da Cati etc. para que os visitantes se inteirem bem da realidade do país que temos. É que o caso que apresentaste pode ser circunscrito, face à situação concreta, mas é um grito para todas as outras situações injustas que acontecem.
Não estou a fugir à tarefa mas penso que deves ser tu a fazê-lo. (Não dês relevância ao que eu fiz pôe-me em igualdade com todos os que postaram.) E não esqueças de ver no meu blogue, no post respectivo, porque alguns dos que aderiram dirigiram-se lá.
Um abraço

NINHO DE CUCO disse...

Concordo com a sugestão da Silêncio porque há os que não fazem e também não gostam que os outros façam. Há que mostrar que a solidariedade nunca é demais!

Joaquim Simões disse...

Vou deixar uma referência no meu estaminé.

Desalinhada disse...

Boa sugestão. Pelo menos será feita a divulgação desta vergonhosa situação.
Nunca, jamais em tempo algum, tivemos uma ministra "sinistra" tão incompetente. Creio que esta "senhora" (será humana?) é responsável pela geral desmotivação dos professores. Alguém que, em regime ditatorial está a transformar a educação em "deseducação".
Um bem haja, a todos.

aDesenhar disse...

coloquei o link no meu sidebar, porque acho que é a melhor localização para divulgar mais um caso vergonhoso da "Tugalandia".

Salvo um ou outra excepção, os vencimentos dos professores das AEC são pagos pelas autarquias.Neste caso o pagamento dos vencimentos devia ser feito acrescido dos respectivos juros
de mora, já que o estado cobra com juros, aos contribuintes em falta seja qual for o caso.
É mais uma injustiça à qual não posso nem devo ficar alheio e como tal, vou começar a enviar e desmultiplicar este texto por mail.
:-)

aminhapele disse...

Por pura distracção,"apaguei" o comentário do Carreira no PEDECABRA.
Peço desculpa,mas estava em simultâneo a assistir ao empate do Estrela.
Por isso lhe peço que repita.
Um abraço.

Einstein disse...

É lamentável que estas situações aconteçam em Portugal 30 anos depois.
Solidarizo-me com todos os que esão a passar por essas situações.
Aproveitando a ideia do título do seu blog e do ditado popular:
"Cego não é o que não vê, mas aquele que não quer ver"...
Estejamos todos de alerta para denunciar estas situações e outras semelhantes

Maria Lisboa disse...

Ao não pagamento a tempo e horas, o que quereria dizer mensalmente, acrescentem a miséria que cada professor recebe pelo trabalho que faz (sem querer rebaixar ninguém, há mulheres a dias a receber mais por cada hora de trabalho). E a isso acrescentem o contrato ter que ser a recibos verdes o que implica a prestação fixa para a segurança social, o que segundo creio não é tão pouco como isso.

Diz o ME que a comparticipação que dá às autarquias é de 15€/hora/prof. O que é certo é que não é isso o que os professores estão a receber. Há quem receba a 5, 7, 8 €/hora.
O que acontece é que "esta invenção" foi feita para que todos os serviços públicos e privados possam explorar o mais possível os horários de trabalho dos pais e o ME paga para isso. E paga, "contratando" as autarquias para desempenharem esse serviço. Autarquias essas que sub-contratam outras empresas para prestarem os ditos serviços. Ora, esses 15€ vão ficando pelo caminho, nos bolsos das autarquias, nos bolsos das empresas e fora dos bolsos dos professores, aos quais, na maioria das vezes, nem metade desses 15€ chega. A isto chama-se intermediário - o cancro de qualquer negócio, onde quem sai sempre a perder é quem está na ponta final!
Já no ano passado, aconteceu o atraso sistemático nos pagamentos. Houve empresas, como uma situada no concelho de Lisboa (por coincidência pertencente a uma vereadora da CML - mas que interessa isso? - diz ela ter provado que a sua empresa era a melhor!), que nem no fim do período pagou. E a desculpa surgiu rápida! A empresa alegou que a autarquia não disponibilizou as verbas. A autarquia atirou com as culpas para o ME. O ME veio a terreiro gritar que há muito que havia disponibilizado as verbas, a autarquia acabou por lhe seguir o exemplo. Todos descartaram as culpas! E quem se lixou foi o professor! Mas também quem é que o manda ter vícios! Quem o manda ter que comer? Ter família? Ter que pagar casa, carro, gasolina? Porque não simplesmente um sem-abrigo que se contenta com uma sopa?!

Fátima disse...

Amigo Carreira,
Tomei conhecimento desta situação atravês do blogue Silêncio Culpado, é claro que estou solidária com um absurdo destes "não sou professora, mas não se faz uma coisa destas", vou copiar o post na íntegra para o meu blogue. "Afinal para onde vai o dinheiro?, pelo que percebi é a Autarquia que tem que pagar?.
Vou também deixar o endereço do blogue, para sensibilização.
Um abraço

António de Almeida disse...

-Publiquei um breve post em Direito de Opinião, e vou fazer o mesmo n'O Andarilho, deixando link para o seu texto. Cumprimentos

Crítico disse...

Apesar de me ter formado com o objectivo de ser docente cedo descobri que iria ser um árduo caminho, impossível de trilhar. Assim sendo, após um ano a dar aulas rumei para outros horizontes. Contudo, os professores que lutam afincadamente pelo seu lugar mercem da minha parte o maior respeito, e esta situação descrita já não me espanta, pois hoje em dia, quem detém o poder ridiculariza de tal forma o povo que por vezes duvido que o nosso país se venha a endireitar sem um forte e doloroso abanão. Espero estar enganado e contribuir para que assim não seja, contribuindo para que a mudança seja racional, mas rápida.

Eskisito disse...

Em prol da verdade, li o seu texto e fiz umas pequenas adendas que julguei necessárias, visto ser professor das mesmas AEC.
Pode encontrar o texto em http://eskisitorules.blogspot.com/2007/11/provavelmente-o-maior-post-que-alguma.html
Agradeço que me ajude na divulgação do mesmo.
Um abraço e obrigado pelo empurrão.

GMaciel disse...

Desculpem-me a intromissão, não sou professora mas sou mãe e encarregada de educação e não podia estar mais solidária convosco.

O meu blogue é egocentrico - pelo menos admito-o, não? :) - mas vou aderir a esta jornada de denúncia, porque lutar pela dignidade da vossa profissão é lutar pela dignidade da nação, perdoem a cacofonia.

E vou já antes que se faça tarde.

cumprimentos cordiais,
Graça

Lusófona disse...

Um desrespeito aos professores. Onde estão os direitos dos trabalhadores, os professores não são trabalhadores?!

Vou colocar uma nota no meu blog sim... essa vergonha precisa acabar, nada como unir forças para vivermos numa sociedade mais justa, e consequentemente num mundo mais justo.

Ashera disse...

Obrigada pelo texto.
Acabo de divulgar, tomei conhecimento através de "silêncio Culpado".
Na luta contra as injustiças, sejamos solidários!
Beijos

Anónimo disse...

Sim , é verdade o despudor, a arrogância , a incapacidade de assumir a responsabilidade do que se decreta, porque se o faz por negligência, para mostrar serviço a jornais e televisões que ignorantes
profissionais mal sabem questionar merece o mais profundo esgar e vómito. Onde se já viu trabalhar e não receber? Só se for para os sindicatos que mal abrem a boca, para missões religiosas que vivem da esmola, ou outras sendo as mesmas ,apregoam ideários de solidariedade. Quando tudo é medieval, Embustes! Embustes!
Quanto às actividades de enriquecimento curricular, muitas propostas foram aontadas pelos franceses e ingleses que aqui me escuso de comentar.È de grande arrogância e paternalismo sujeitar
crianças ou jovens a actividades que os diferenciam de outros mais ou menos aptos , os tais do safei-me, do correu-me mal, mas mesmo assim , não compreendi a pergunta, mas respondi, não tive tempo de fazer tudo..... Os primeiros muito aquém desta bitola. Razões conhecemo-las todas , a escola , se por um lado cria minimas oportunidaes de êxito para uns ,para outros cria castigo acumulado. A escola não enriquece ninguém , empobrece , hoje são outros os meios mais rápidos de ensinamento e aprendizagem, não digo todos válidos, mas muito dominantes.È aberrante que passados
trinta anos de universalidade do acesso à escola , sem discriminação de raça , classe social , origem etc , exista ainda o insucesso e o abandono escolar. A escola foi incapaz de se universalizar, e assim sendo ficou-se por pais que também a abandonaram , ou não tiveram êxito e para os filhos dela nada esperam . Como pode uma família motivar um filho para a escola, se dela só guarda ressentimento e fracasso ?
Se a escola só lhe trouxe perdas e desgostos?
Não ultrapassaremos estes acontecimentos porque somos incapazes de viver solidários uns com os outros sem pretensiosismos provincianos , do sr dr e o serviçal, a mulher a dias e a padeira, a mulher das flores , sem a tudo antepormos nosso, minha ou meu...ATÁVICO !

mazona disse...
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mazona disse...

Caros amigos,

No passado dia 24 de Outubro publiquei este texto num blogue do qual sou contribuidora: http://barroterraamada.blogspot.com/2007/10/o-pas-que-temos.html

Penso que responde e corresponde a tudo o que aqui tem sido dito.


24/Out/2007
O PAÍS QUE TEMOS

Como se deve apoiar um governo que deveria zelar pelos interesses dos governados ou desgovernados, dependendo do ponto de vista, quando sentimos na pele a injustiça, a fraudulenta mão dos desvarios dessa governação?

A excelentíssima Sra. Ministra do ME garante a pés juntos que as AEC, ou seja, Actividades de Enriquecimento curricular, estão a decorrer sobre rodas e na perfeição, o que ela se esquece de dizer é que, se o estão, é à custa dos explorados “candidatos a professores”, escandalosamente roubados na sua dignidade de professores e profissionais do ensino. Já não falo nas condições logísticas miseráveis a que muitos estão sujeitos na execução daquela que foi a profissão que escolheram e para a qual se prepararam durante cinco longos e sofridos anos universitários, para agora se verem desqualificados e desvalorizados por Câmaras Municipais, IPSS’s e até pelos seus colegas de profissão que, por estarem já integrados na função pública, entendem-se mais profissionais, mais professores, que os outros.

O nosso governo, determinou que as AEC seriam da responsabilidade das suas promotoras, como já referi Câmaras Municipais, IPSS’s e outras entidades que reúnam as condições exigíveis para a dita promoção. Até pode ser que muitas pessoas achem que tudo corre sobre rodas, o que não se sabe, é que as rodas que sustentam a carruagem são conseguidas à custa dos sacrifícios pessoais e económicos dos espezinhados candidatos a professores, aos quais é exigida a prestação de serviços não remunerados ou remunerados pela tabela das empregadas domésticas e quando bem entendem os digníssimos organismos promotores.

Como se tudo isto não bastasse, a grande maioria dos docentes que se encontra nesta miserável situação, é obrigada a colectar-se porque lhes é negado um contrato de trabalho, que lhes garantiria as regalias que todos os outros trabalhadores por conta d’outrem ou pertencentes à função pública usufruem, nomeadamente, direito a subsídios de natal, de férias, pagamento de feriados, taxas de segurança social, etc. O cúmulo desta situação é atingido quando é exigido a esses trabalhadores independentes o pagamento de impostos sobre remunerações que não auferem, ou que ainda não auferiram. Como se não bastasse o governo ter-se já demitido das suas obrigações como entidade patronal, delegando essas obrigações para os organismos já referidos, ainda tem a grande lata de exigir que lhe sejam entregues impostos e contribuições sobre aquilo que deveria ser ele a pagar e nem ele nem os seus “cumpridores” organismos pagam.

O desenrolar deste rosário não teria mais fim se eu não tivesse outras obrigações, mas como tenho, aqui fica o meu desabafo. Como diria o barroense JG…apaputakeuspariu!!!

Publicada por mazona em 11:21

Etiquetas: Governo, ME

mazona disse...

Já agora quero referir que não sou professora mas estou bem por dentro do que se passa com as AEC. Sou mãe de uma menina que está a "empobrecer curricularmente" com todo este desastre provocado por Sexa a SrªMME e Sexa o Sr.PM.

Vou postar também o vosso texto no meu blogue.

Cumprimentos.

Anónimo disse...

Na minha terra (Porto De Mós) também se passa mais ou menos o mesmo, ou seja, as AEC's não funcionam! ler mais em
http://vilaforte.blog.com/2273696/

Podemos fazer uma corrente sobre este assunto. Vou colocar link (comentário) no blog
Pedro Oliveira

R.A. disse...

Sem querer ser desmamncha prazeres, quer-me parecer que também há por aí casos em que as coisas estão a correr bem...ou não!?

Além disso, convém lembrar três coisitas, a saber:

a) As AEC's já existiam antes deste Programas, certo? Pois é, já existiam, mas só para alguns alunos e para alguns professores (será que os ATL tratavam melhor os professores do que as Câmaras ou as empresas? Mas como eram poucos, não se notava...). Agora, com todos os defeitos que já enunciaram antes, existem para todos os alunos, e são GRATUITAS.

b) Como consequência do que disse antes, agora há MUITO MAIS professores envolvidos e muito e mais trabalho para eles (não discuto a questão da forma como são pagos, mas pelo que vou sabendo, a média de pagamento/hora do país ronda os 12,00 euros liquidos. Um professor em início de carreira é pago a um valor liquido semelhante. Para os que recebem menos, sugere-se que pressionem as entidades promotoras ao cumprimento das orientações dadas pelo Ministério, no início deste ano lectivo, considerando que devem ser pagos pelos índices respectivos).

c) Apesar de tudo o que tem sido dito, a posição dos sindicatos não ajuda. Para eles, as AEC's deveriam ser integradas no currículo e poderiam ser apenas o prof.s do 1CEB a fazê-las, fazendo desaparecer todo esse trabalho. E a alternativa seria não fazer nada!

Imagino que, pelo menos em parte, vão achar que estou aqui a defender o indefensável. Mas a verdade é que há, efectivamente, locais em que as coisas correm bem. E só não correm melhor, porque os professores do 1.ºCEB, maioritariamente, não aceitam a flexibilização de horários. Onde isso acontece, há muitos professores a fazer 12 ou 15 horas por semana. Multipliquem por quatro semanas e por 12 euros e vejam que não é assim tão negro esse cenário. Claro que se se tem apenas 1 ou 2 turmas, as coisas complicam-se... Mas normalmente as entidades promotoras (Câmaras e empresas) preferiam ter 5 professores do que ter 15, com toda a dificuldade logística que isso acarreta.

luafeiticeira disse...

Além do erro que se continua a cometer, que é não apostar na educação, surge agora algo ainda pior, que é mostrar através dos media que se está fazer muito, não se mostrando os erros que se cometem e aquilo que não fazem, mas deviam fazer. Um dos grandes problemas do ME prende-se com o facto de ter muitos departamentos sem nada que os ligue entre si. Assim, criam actividades de enriquecimento, mas esquecem-se das pagar, porque quem as paga pertence a outro Dep, aquele que está sempre fechado. Acrescento outros casos como impôr apoios a alunos com dificuldades, apoios educativos, aulas de Português Língua Não Materna, etc, etc, mas depois não colocarem professores para isso.
Estou convosco e vou criar um link no meu blog.
jocas

jatavares disse...

Já há algum tempo que não passsava por este blogue que tenho como sendo um dos melhores que por aqui aparecem.
O visual é que, entretanto, mudou o que, a mim particularmente, dificulta a leitura, se assim continuar terei de o apagar dos meus blogues de referência o que é uma pena pois por aqui sinto que aprendia bastante.
O meu abraço
J Tavares

paulo g. disse...

Só tomei conhecimento deste texto ontem, mas espero colocá-lo online no Umbigo ainda hoje ou amanhã de manhã pela sua importância e porque tem muito a ver com o que por lá se discute, em especial a troca de opiniões com os responsáveis da Confap e com o que aparece na imprensa acerca de queixas da dita orhanização em relação a escolas do 1º CEB.

Anónimo disse...

Porque nos deve preocupar a todos, e para que possam chegar o mais longe possível, também diculguei a notícia no nosso blogue.
Boa sorte.
H2SOlitros
www.h2solitros.blogspot.com

Pisca disse...

Em Coimbra passa-se o mesmo com os professores de Inglês, Música e Expressões, mas aqui quem está a falhar é a Faculdade de Letras e a Escola Superior de Educação, até porque os professores de E. Física recebem directamente do Municipio sem falhas! Mas uns são filhos da mãe e outros filhos da..... Só pode! Há três anos que o governo anda a proclamar as AEC mas poucos sabem o que se passa por detrás... E isto é Ensino Público em Portugal!!!!
Ajudem a divulgar esta barbaridade!!!!!

Anónimo disse...

O que a Câmara Municipale de Viseu está a precisar é de uma bo manifestação para ver se se apercebem das coisas que estão a fazer... Mas de quase nada isto ia servir... Era preciso era uma manifestação em que cada um pegava no carrinho e o levava para Lisboa para paralizar as ruas e paralizar aquilo tudo! Mas isso deveria ser com a maioria dos professores deste país... Precisamamos de fazer uma coisa em grande,com ajuda dos Sindicatos, de forma a fazer acordar estes parvalhões para o que andam a fazer...
Um Abraço Solidário de Apoio a TODOS os colegas de Profissão!!

Anónimo disse...

Eu sou da opinião que deveremos "minar" o site do portal de Viseu a pedir pagamento do que nos é devido!

Anónimo disse...

Pessoal:
Devemos escrever no Portal de Viseu a realidade que nos anda a acontecer, para que todos os munícipes saibam a vergonha que se está a passar.

Soul