Segunda-feira, 30 de Abril de 2007

Hoje o tema em análise é a obesidade


«Existem quatro milhões de obesos em Portugal. A Organização Mundial de Saúde chama-lhe a epidemia do século XXI. É uma das principais causas de enfarte e Acidente Vascular Cerebral.
O que fazer para reduzir os quilos a mais? Quais são as terapêuticas mais eficazes? Os medicamentos para a obesidade devem ser comparticipados?
Alberto Galvão Teles, João Jácome de Castro, Vasco Maria e Francisco George, entre outros especialistas, vão debater o excesso de peso dos portugueses no maior debate da televisão portuguesa. Prós e Contras, segunda-feira à noite, na RTP». In RTP
Aqui ficam alguns sítios onde pode recolher informações sobre esta preocupante temática:

Obesidade: Alerta Máximo!!!

Finalmente a sociedade portuguesa parece despertar para um dos mais graves problemas da sociedade hodierna: a obesidade.
A Organização Mundial de Saúde (OMS) há muito que catalogou o problema como a «Epidemia do Século XXI».
Em Portugal esta doença ainda não é considerada pela população como tal. Parece ainda vingar, em algumas consciências nacionais, a velha máxima: «gordura é formusura». Todos nós já ouvimos comentários corrosivos no sentido de criticar alguns comportamentos: "O teu filho está magrinho, parece que passa fome!" ou "Ele é gordinho, mas depois vai ao lugar...", entre outros.
O que mais me preocupa é o facto de algumas pessoas responsáveis por instituições educativas continuarem completamente insensíveis face a esta problemática. Não existe uma consciencialização social profícua. Cabe ao governo da República a responsabilidade de encetar projectos que visem a pedagogia social para que as mentalidades possam evoluir no sentido de uma maior responsabilidade social.
Não restam quaisquer dúvidas de que a obesidade é uma doença que cosntitui um importante factor catalizador do aparecimento, desenvolvimento e agravamento das mais diversas maleitas: diabetes, dificuldades respiratórias, doenças do coração, infertilidade, hipertensão, depressão...
Além das consequências graves para a saúde, advêm ainda problemas de cariz sócio-económico e psicossociais: discriminação educativa, laboral e social; isolamento social, depressão e perda de auto-estima.

Domingo, 29 de Abril de 2007

Museu de Salazar ou Museu do Estado Novo?

A polémica está instalada em Santa Comba Dão. Ontem, concentraram-se cerca de 300 nacionalistas que reclamam a criação do Museu Salazar. Já houve também outras manifestações contra a construção do mesmo. Será bom ou mau criar este projecto com dinheiros públicos?
Se considerarmos os objectivos que visam alcançar os museus, ou seja, promover o conhecimento e dar a conhecer o passado, a ideia de criar um museu é sempre louvável.
O erro parece-me estar na designação escolhida para o mesmo. Será muito mais plausível que se intitule Museu do Estado Novo. Estou completamente de acordo com a edificação de um projecto que nos dê a conhecer um período da nossa História (que não podemos fingir que não existiu) que ainda hoje permanece muito mal estudado sob uma bruma intensa. Todos sabemos que a o passado só é bem estudado quando passou um tempo suficiente que permita estudar os factos de forma imparcial e objectiva.
Outros países, como por exemplo a Alemanha, não escondem o seu passado, diga-se de passagem bem mais perturbador do que o nosso. Quem quiser visitar um antigo campo de concentração do período nazi pode fazê-lo livremente. Eu já o fiz, visitei Dachau, junto a Munique. Ali a história do país está escancarada. Estes espaços podem inclusivamente funcionar como intervenção pedagógica, junto das populações. Só quem conhece o passado pode evitar cometer os mesmos erros no presente e no futuro.
Quanto a mim, desde que não se queira trasformar o «famigerado» museu em capelinha onde se delocam extremistas para fazer o culto ao ditador, esta ideia deve avançar e ser apoiada. Digo mais, deveria ser criado um centro de investigação que procurasse desvendar aquilo que foi de facto o período do Estado Novo.

Sábado, 28 de Abril de 2007

Olha e vê!!!

"Se podes olhar, vê. Se podes ver, repara."
(Livro dos Conselhos)

in Ensaio sobre a Cegueira, 5.ª ed., Lisboa, Editorial Caminho, 1999
Não podemos deixar de olhar, ver e reparar. Temos a obrigação de observar o mundo que nos rodeia e fazer algo para que este siga o trilho da modernidade. O contributo de cada cidadão é fundamental. Todos nós temos uma palavra a dizer na busca activa de uma sociedade mais justa e solidária.

Ser Cego


Uma rápida pesquisa na Wikipédia permite-nos perceber o que significa cegueira, a saber: «A cegueira é a falta do sentido da visão. A cegueira pode ser total ou parcial; existem vários tipos de cegueira dependendo do grau e tipo de perda de visão, como a visão reduzida, a cegueira parcial (de um olho) ou o daltonismo».
Mas, este blog não pretende falar deste problema. O cegueiralusa tem como principal objectivo abordar as temáticas que mais proliferam no nosso país. Porque o pior cego é aquele que não quer ver, este espaço poderá tornar-se num local de troca de opiniões, partilha de ideias e ideologias... Espero contribuir para o alerta da sociedade portuguesa que, na minha modesta opinião, sofre gradualmente de uma maior letargia, tristeza, resignação, depressão e mesmo nostalgia em relação a um passado um tanto ou quanto obscuro.