Segunda-feira, 31 de Março de 2008

Preocupemo-nos portugueses

As críticas à liderança de Luís Filipe Meneses, dia após dia, tornam-se mais numerosas e audíveis.
Ainda a procissão vai no adro e já são apontados vários opositores ao ex autarca de Gaia.
O líder da Juventude Social-Democrata no tempo em que Cavaco Silva era Primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho (PPC), deixou, durante o programa “Diga Lá, Excelência”, duras críticas ao presidente do PSD.
Parece-me que o actual líder laranja tem imensas razões para se preocupar. Contudo, o líder social-democrata não é o único que tem motivos para franzir o sobrolho. Nós, todos os portugueses, também devemos equacionar o futuro que queremos projectar para o nosso país. Quando se iniciou a entrevista estava ávido para conhecer as directrizes que PPC tem para o país. Depois de as conhecer, fiquei desapontado. Todo o seu pensamento está direccionado para a privatização: Educação, Saúde, Segurança Social, Caixa Geral de Depósitos, RTP… O senhor entende que ao Estado caberá essencialmente a função reguladora.
Será que estas ideias, caso sejam concretizáveis, não acabarão por esvaziar o Estado português de sentido e conteúdo?
Muita água ainda passará por debaixo da ponte…
Entretanto, também António Borges, ex Vice-presidente da Goldman Sachs, dinamitou o líder do PSD. Quando lhe foi solicitado que caracterizasse a liderança de Luís Filipe Meneses, Borges respondeu corrosivamente: “É um erro, um lapso do PSD. E julgo que não vai durar.”.
Adivinham-se tempos difíceis para a liderança de Meneses.

6 comentários:

TIMOR disse...

Em outros artigos que escrevi (nomeadamente no Clube dos Pensadores)sempre pugnei, no PSD (de quem sou simpatizante, não militante), pela chamada 3ªvia , ou seja, por alguém que não fosse das equipas até agora em confronto político (Marques Mendes, L.F.Menezes, Santana Lopes ou durão Barroso)mas sim alguém da craveira de um António Borges ou Manuela Ferreira Leite. O PSD, se quiser ser alternativa ao miserabilismo de uma governação da que actualmente exerce o Poder, deverá inverter o sentido em 360º em muitas das suas formas de ver e fazer oposição, para que se torne, aos olhos do povo uma verdadeira alternativa ao poder autocrático,autista, prepotente e socialmente incompetente da maioria socialista que nos governa.

Daniel Braga

ra disse...

É uma nova moda esta do liberalismo luso, já tão velha e ultrapassada no mundo moderno. Esta malta, de arrojada só mesmo o piscar de olho ao tonto do Arroja!

expressodalinha disse...

A diferença está entre um não-líder, como é o caso de Meneses e os que não querem ser líderes, como é o caso de Borges (cujos méritos, aliás, faltam provar)ou de F. Leite que já deu para esse peditório. No meio ficam os "jotinhas" que, tal como Sócrates, são os que acabam por tomar conta disto porque não sabem fazer mais nada!

A. João Soares disse...

Daniel Braga,
Olhe que a 360º não se inverte o sentido, não se inverte nada, a não ser que a força centrífuga cause transtorno ma massa encefálica e inverta outra coisa!!! Talvez quisesse dizer 180º.
Quanto ao tema do post, sugeriria uma leitura do que tenho escrito em Do Miradouro, em relação aos interesses e ambições de políticos que olham só para si. Nada tenho a favor nem contra qualquer político em relação aos outros, eles são o que se vê. Mas acho loucura terem perdido a ocasião da sucessão de Marques Mendes, para avançarem, e, agora quase em vésperas de eleições, estarem a debilitar o maior partido da oposição, dando a Sócrates uma nova vitória.
Por pior que considerem o líder do PSD, seria lógico que se unissem à sua volta e apoiassem o partido para bem deste e de Portugal.
Mas, infelizmente, os políticos não pensam no País nem no seu partido, pensam apenas nas suas ânsias de poder.
Assim, cada vez me convenço mais que a melhor decisão no dia das eleições é entregar o boletim em branco.
Abraço
A. João Soares

TIMOR disse...

É lógico e evidente que seria uma inversão de 180º.Quanto ao facto de se apoiar quem lidera, isso só acontece quando as lideranças são fortes e apresentam alternativas fortes e credíveis ao eleitorado, o que não me parece ser o caso.

Daniel braga

A. João Soares disse...

Caro bDaniel Braga,
O caso dos 360 graus é frequente em pessoas instruídas, talvez com intenção de superlativizar a ideia, mas que...
O que diz da ausência de alternativas fortes e credíveis está correcto, mas a minha observação vai mais para a oportunidade que não me +arece a melhor por se estar muito perto das eleições e não haver tempo para mudar a liderança e o novo líder conseguir captar a simpatia dos eleitores e obter boas votações. Mesmo que se conseguisse um militante com grande carisma, que parece não haver, os seus colegas rivais não o deixariam brilhar com oportunidade.
Daí que seria melhor pra o partido unirem-se, apoiarem o Menezes a ajudá-lo a arrancar com medidas aliciantes de votos.
Questões muito difíceis e que as pessoas, com as próprias ambições e aversões, não conseguem ultrapassar porque não olharem com isenção e generosidade para o partido e o País.
Abraço
A. João Soares