Há uma história do fundo popular que nos narra a ida uma família ao “Juramento de Bandeira” do filho mais velho. A determinada altura da parada militar, o pai do orgulhoso soldado, vulgo “feijão verde”, indignado, dispara o seguinte: «Olha! Olha! O nosso filho marcha impecavelmente! Já reparaste que o resto do pelotão está a marchar ao contrário?Esta imagem é facilmente associada à perspectiva do governo português, relativamente ao futuro económico do país. A crise é mundial. Veja-se a crise americana e a constante desvalorização do dólar face ao euro. Ainda assim, apesar do negro panorama global, os nossos governantes vieram à praça pública alvitrar prognósticos optimistas em relação à economia.
O professor Cavaco já avisou: «É uma ilusão pensar em elevadas taxas económicas.»
O senhor presidente tem grandes hipóteses de estar certo, a julgar pelos dados da Organização Internacional do Trabalho (OIT). O relatório anual Tendências Mundiais do Emprego, divulgado em Genebra informa que 5 000 000 podem, este ano, perder o emprego devido à instabilidade económica potenciada pela crise dos mercados do crédito e pelo constante aumento do preço do «ouro negro».
Também o Banco de Portugal reviu em baixa o crescimento económico. Alerta: será que este governo terá a capacidade de parar, observar, reflectir e acertar o passo com o pelotão? Vai-se fazendo tarde…

























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